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Janelas

  • 16 de jul. de 2014
  • 2 min de leitura

Nos olhos vejo o que preciso.

De cores e formas além de qualquer uma.

Falas são anexos, eternizadas são as olhadelas.

Essas ficam gravadas, numa alma dessas de poeta.

De simples degustador da vida.

Olhos verdes esses são demais para mim.

Não sei lidar, não sei perceber.

Nunca mais irei falar.

Se nada de bonito dela sair.

Nunca minha boca verão abrir novamente.

Se dela beleza e poesia não saírem.

Olhos, olhos,

Eternos, vivos, fixos em um horizonte qualquer.

Além do que possamos pensar.

E você no que olha?

Olhos marrons,

Olhos vinho puro, tinto,

Embriaguez de beleza,

De pura alegria de se viver,

De contemplação, de paixão.

Por que não?

Todos levantem suas taças!

Um brinde à moça dos olhos mágicos,

Que carrega num olhar a efêmera luz de viver,

O saboroso veneno inigualável de ter seu coração batendo.

O brilho, o pulso.

É o seu ou o meu?

Um coração se acelera, uma respiração se ofega.

Um olhar decreta uma promessa eterna

Amores verdadeiros só precisam de 3 segundos

Olhos azuis de mais tenro mar.

De calmaria, ondas vindo e indo.

Permita-me afogar nesses?

Permitam-me navegar. Viajar além desse horizonte,

Onde se esconde o medo dos homens grandes e os sonhos dos meninos pequenos,

O coração dessa moça especial.

Olhos perfeitos, olhos de sonhos.

Olhe para mim, veja minha alma e diga-me de fé,

Sou poeta ou demente?

Não, nada disso.

Nego todo e qualquer padrão.

Exclua-me qualquer estereótipo ou diagnóstico.

Sou apaixonado.

Um eterno romântico de uma única flor.

Um poeta de esgarçadas linhas.

Sou louco, um feliz abobado, um solitário admirador de tudo.

Sou seu. E isso basta

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Imagem retirada de : www.dreamstime.com

 
 
 

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