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Sem título

  • 5 de ago. de 2015
  • 1 min de leitura

Sento-me para descrever

Linhas tortas sem saber

O motivo de escrever

O que nunca pude viver

Um poema insosso, sem sabor

Em preto e branco, sem cor

Um texto apagado, abandonado

Largado, de razão esvaziado

Um poema órfão, sem autor

Deixado de lado, sem criador

Digno daquele que nunca sentiu

Amor

Uma produção sem propósitos

Baseadas em fatos irreais

Revivendo sorrisos fictícios

E lembranças imaginárias

De um amor meramente fingido

Contado e declamado

Como se em verdade fora baseado

Mil vezes contada uma ficção

Não torna real sua emoção

Uma poesia sem nenhuma autoria

Uma produção feita sob medida

Para a musa que também nunca fora

Minha

 
 
 

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